Uma nova geração de talentos desabrochou nos anos 1970 e, frente a tanta quantidade e qualidade à disposição, os treinadores que assumiram o comando técnico da Seleção conviveram com aquela dor de cabeça na hora das convocações e da escalação do time titular. Contudo, numa posição havia pouquíssimas dúvidas: o goleiro.

Entre 1971 e 1980, a Seleção Brasileira fez 95 jogos oficiais (segundo a Fifa, jogos contra seleções nacionais, amistosos ou não), sendo que Leão esteve em campo em 62 deles, todos como titular, exceto um, quando entrou no segundo tempo.
Com ele, o Brasil obteve um aproveitamento de 74%, com 37 vitórias, 18 empates e 7 derrotas, sofrendo 32 gols, porém, com duas copas do mundo e uma Copa América perdidas.
Um longo reinado só interrompido a partir da efetivação de Telê Santana como técnico exclusivo da CBF no início de 1980.

Contrariando a crítica especializada e clamores de parte da torcida pela convocação de Leão e do goleiro Raul, na época em grande fase no Flamengo, Telê testou outras opções e acabou levando à Copa da Espanha, em 1982, os goleiros Valdir Peres, Carlos e Paulo Sérgio.
No entanto, no ano seguinte, Leão
retomou o seu reinado, graças à contratação do técnico Carlos Alberto Parreira para substituir Telê Santana. Com Parreira, o então goleiro titular do Corinthians somou mais 14 jogos em sua extensa trajetória defendendo o arco da Seleção Brasileira, com 5 vitórias, 7 empates e 2 derrotas, 12 gols sofridos e mais uma Copa América perdida.

Leão, já de volta ao Palmeiras após 8 anos defendendo outros clubes, foi o que mais s
e surpreendeu: “Ele me convocou, só que acho que ele cometeu o segundo erro, pior do que o primeiro. Me convocou com 38 anos para ver a Copa do banco? Chamasse um garoto, como fizeram comigo em 70, quando tinha 19, 20 anos. Acho que ele errou duas vezes comigo”, disse em entrevista ao Portal UOL, em 2014.


















