Ex-garota de programa se associa ao Valdemar da Costa Neto

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Por-Vinícius Messina

Ex-garota de programa se associa ao Valdemar da Costa Neto e – sob a proteção da legenda, do fundo partidário e do fundo eleitoral – definirá agora quem poderá dizer ser de Bolsonaro, e quem não poderá mais usar esse ministério.

Amante de Bolsonaro guardou todos os podres da Familícia e tornou-se a poderosa “cafetona” dos falsos meninos heteros, que agora comem na mão dela. Inclusive Silas Malafaia, Sóstenes Cavalcanti e todos os candidatos a fazer campanha à reeleição ao lado de um manequim de papelão.

Jair Bolsonaro pode pensar em não ser presidiário por 27 anos, mas não pode imaginar estar livre da ameaça da prisão perpétua pela concubina que apresentou ao mundo como primeira-dama. Micheque não aceitará ser contrariada por ninguém do mundo político.

Só Valdemar pode descartar suas pretensões e cortar suas asas no PL, mas sabe que há outras legendas que a acolheriam. Micheque é independente e livre para alçar seu voo e só Jair Messias tem poder de impedir, se tivesse coragem de passar o resto da vida na Papuda.

Os Quatro Cavaleiros do Papai, que pleitearam o legado do Bolsonarismo, enfiaram o rabo entre as pernas, e os próceres do PL que almejavam definir as alianças nos estados saíram da reunião derrotados. Valdemar que convocou a reunião para acalmar os diretórios estaduais, ficou caladinho, quer o sobrenome Bolsonaro no PL, e Jair deixou claro quem o carregará.

E o PL saiu do hospital apenas para comunicar a derrota… TODOS os quatro filhos de Bolsonaro foram calados de uma vez só. Flávio recuou hoje e disse que “já fez as pazes” com a madrasta. Pediram desculpas mutuamente, claro – aquele clássico da política brasileira em que só um lado apanha, mas os dois lados perdoam.

E, como cereja no bolo, Flávio ainda anunciou a nova regra da casa: “Vamos passar a deliberar juntos, e o presidente Bolsonaro dará a palavra final.” Tradução simultânea: “Quem manda agora é a Michelle, mas vamos fingir que é o papai para não doer.”

Aliás, mandou algo melhor: uma nota oficial declarando que suspendeu as conversas com Ciro Gomes. Sim, o PL foi obrigado a soltar um comunicado público para agradar… Michelle. O partido inteiro virou aquele tio do Natal pedindo desculpa para manter a paz na família.

No fim das contas, a “cafetona” conquistou três coisas de uma tacada só:

  1. Calou os enteados revoltados,
  2. Arrancou do PL um gesto de submissão,
  3. E reafirmou que quem assina a ordem do dia no Bolsonarismo – mesmo com Jair Messias na cela – é ela.

Se essa história fosse um conto de fadas, o espelho teria dito o que a rainha má queria ouvir: branca de neve ama a rainha, e os quatro anões vão dormir sem sobremesa sabendo que não são príncipes encantados.

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