CREPÚSCULO DOS FORAGIDOS
Restaram Jair Renan, eleito deputado federal por Santa Catarina e Carluxo, senador por um outro estado do Sul.
Michelle ganhou o Senado pelo DF, mas os filhos a odeiam, consideram-na Bolsonaro de ocasião.
Melhor, uma eventualidade matrimonial, a 3ª.
Jair, pai, detido, sem direito a fala, e pelas malfeitorias próprias e da família, talvez perca a generosidade da domiciliar.
Anistia, perdão político no imaginário da população pelos 700 mil óbitos da Covid-19, desce pelo ralo.
Se Trump perder uma das Casas – Câmara com certeza – inicia seu périplo de pato-manco.
Legado bolsonarista nas vozes de Jair Renan, idiota transitado em julgado, ou de Carluxo – o odiento, Gabinete de fake-news – é apostar em bolhas de sabão.
Michelle, mesmo Bolsonaro sem a legitimidade do sangue, é a ultima bala de ferro.
Não chega a bronze por insuficiência genética.

Não faltarão aves de rapina na extrema-direita, alguns, íntimos, dissimulados, buscando apropriação do legado do ex-capitão.
Triste fim de Policarpo Quaresma, eles que sempre sonharam resgatar a ditadura de 64.
Talvez estejam iniciando um processo autofágico – células se autodevorando – onde terão que dar rasteira em cobra, latir no quintal para economizar cachorro, chamar urubu de meu loiro, mendigo de excelência.
Lula perdeu 3 eleições – 1 para Collor e 2 para FHC – e nunca fugiu.
Quem foge tem suas razões, vamos supor.
E o fez no dia do aniversário de Lula, mais uma velhacaria da vida.
Da fuga de Flávio, aquele que quase foi sem nunca ter sido e jamais será, resta uma “presidência” no exílio, assim como aconteceu com Peron, na Espanha, De Gaulle na Inglaterra ou Vargas em São Borja.
Comparado a esses líderes talvez estatura não lhe falte.
Na herança genética dessa família, pior que as mentiras, bandidagens, milícias e corrupção, é a convicção.
Só nos resta viver para acompanhar o crepúsculo patético de uma patifaria histórica.
- Edilson Martins



















