sexta-feira, outubro 30, 2026
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CREPÚSCULO DOS FORAGIDOS

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CREPÚSCULO DOS FORAGIDOS

Restaram Jair Renan, eleito deputado federal por Santa Catarina e Carluxo, senador por um outro estado do Sul.

Michelle ganhou o Senado pelo DF, mas os filhos a odeiam, consideram-na Bolsonaro de ocasião.

Melhor, uma eventualidade matrimonial, a 3ª.

Jair, pai, detido, sem direito a fala, e pelas malfeitorias próprias e da família, talvez perca a generosidade da domiciliar.

Anistia, perdão político no imaginário da população pelos 700 mil óbitos da Covid-19, desce pelo ralo.

Se Trump perder uma das Casas – Câmara com certeza – inicia seu périplo de pato-manco.

Legado bolsonarista nas vozes de Jair Renan, idiota transitado em julgado, ou de Carluxo – o odiento, Gabinete de fake-news – é apostar em bolhas de sabão.

Michelle, mesmo Bolsonaro sem a legitimidade do sangue, é a ultima bala de ferro.

Não chega a bronze por insuficiência genética.

Não faltarão aves de rapina na extrema-direita, alguns, íntimos, dissimulados, buscando apropriação do legado do ex-capitão.

Triste fim de Policarpo Quaresma, eles que sempre sonharam resgatar a ditadura de 64.

Talvez estejam iniciando um processo autofágico – células se autodevorando – onde terão que dar rasteira em cobra, latir no quintal para economizar cachorro, chamar urubu de meu loiro, mendigo de excelência.

Lula perdeu 3 eleições – 1 para Collor e 2 para FHC – e nunca fugiu.

Quem foge tem suas razões, vamos supor.

E o fez no dia do aniversário de Lula, mais uma velhacaria da vida.

Da fuga de Flávio, aquele que quase foi sem nunca ter sido e jamais será, resta uma “presidência” no exílio, assim como aconteceu com Peron, na Espanha, De Gaulle na Inglaterra ou Vargas em São Borja.

Comparado a esses líderes talvez estatura não lhe falte.

Na herança genética dessa família, pior que as mentiras, bandidagens, milícias e corrupção, é a convicção.

São bandidos convictos.

Só nos resta viver para acompanhar o crepúsculo patético de uma patifaria histórica.

  • Edilson Martins
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O Ralho
O Portal O Ralho é composto por um grupo de artistas digitais que utiliza a política como fonte de inspiração. Dado o tamanho da bizarrice a política é humor próprio e porque é, em si, uma coisa engraçada. O humor, ao contrário, é uma coisa muito séria. Provo: a política é toda feita de dribles à imprensa, de desmentidos impossíveis, de promessas jamais cumpridas, de ilusão, enfim, enquanto o humor não engana ninguém: ou é engraçado ou não é, está ali no papel em exibição pública, nu e cru. Seríssimo. Por isso, os políticos em geral são bons humoristas enquanto os humoristas sempre foram péssimos políticos. Então o Ralho traz a visão contestadora, humorística e diária da realidade…

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