O RALHO da SEMANA >Grana pra filme? Para Eduardo? Ou para a campanha de Flávio?

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Grana pra filme? Para Eduardo? Ou para a campanha de Flávio?

Vorcaro não ganharia nada com filme ou com Eduardo

Fiquei encafifado com a declaração de Flávio Bolsonaro. Ele confessou ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro – e como negar, se o áudio já tinha vazado- mas que não ofereceu nada em troca. Como ele é um mentiroso contumaz, isso quer dizer que ele ofereceu alguma coisa em troca. E nem precisava. Todos os negócios de Vorcaro tinham contrapartida. Ele pagava Ciro Nogueira e em troca ele apresentou a emenda Master. Pagava a namorada para exibir uma bela conquista. Pagava advogados para continuar em liberdade. Pagava o Sicário para ele silenciar os críticos. Pagava influencers para eles baterem bumbo para o Master. Pagava o presidente do BRB para o BRB comprar o Master. E por aí vai. Pagava a mulher do ministro do STF para se aproximar do ministro do STF. Ele não dava dinheiro, mesmo não sendo dele, mas dos investidores atraídos por suas promessas, sem ter em vista o que ganharia com isso. E, pensando bem, o que ganharia financiando um filme sobre Bolsonaro? Teria algum retorno financeiro? Nunca! Ah, ia ganhar um tapinha nas costas do Cavalão? E o que ganharia financiando a boa vida de Eduardo na terra do Mickey? Outro tapinha nas costas? Ele teria um retorno se financiasse a campanha de Flávio. Aí faz sentido investir uma fortuna! Aliás, ele já tinha dado grana pras campanhas do Tarcísio e do pai de Flávio em 2022. Foi o maior doador individual das duas campanhas! E US$20 milhões é grana de campanha presidencial, não de filme. Um indício foi a notícia de que circulou grana de Vorcaro na sua equipe de comunicação. Ah, mas em novembro de 2025, quando pediu mais US$10 milhões, ele ainda não era candidato. Isso só reforça a hipótese. Confirmou a candidatura quando já tinha bala na agulha. E a grana ia para um fundo nos States para não dar bandeira. “The black horse” era uma fachada. Não sei se a PF está cogitando essa hipótese ou se vai conseguir provar, mas como dizem os italianos, “se non è vero, è ben trovato”.

Alex Solnik
Alex Solnik, jornalista, é autor de “O dia em que conheci Brilhante Ustra” (Geração Editorial)
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O Ralho
O Portal O Ralho é composto por um grupo de artistas digitais que utiliza a política como fonte de inspiração. Dado o tamanho da bizarrice a política é humor próprio e porque é, em si, uma coisa engraçada. O humor, ao contrário, é uma coisa muito séria. Provo: a política é toda feita de dribles à imprensa, de desmentidos impossíveis, de promessas jamais cumpridas, de ilusão, enfim, enquanto o humor não engana ninguém: ou é engraçado ou não é, está ali no papel em exibição pública, nu e cru. Seríssimo. Por isso, os políticos em geral são bons humoristas enquanto os humoristas sempre foram péssimos políticos. Então o Ralho traz a visão contestadora, humorística e diária da realidade…

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