Lula mostra a força dos trabalhadores na reta final
A construção do resultado eleitoral na reta final não depende de otimismo ingênuo, mas do trabalho contínuo e concreto, que dialogue com as necessidades imediatas da classe trabalhadora

Paralelamente, o reajuste do Bolsa Família reafirma a marca lulista desse projeto que coloca os mais pobres no centro das atenções e do orçamento, garantindo que o Estado cumpra o seu papel essencial de amparo social.
O impacto dessas decisões reflete-se nos levantamentos mais recentes, como os dados da pesquisa BTG/Nexus, em que Lula alcança 44% dos votos válidos no primeiro turno contra 39% do segundo colocado, enquanto no segundo turno o cenário de empate técnico em 46% a 44% afasta qualquer margem para o triunfalismo.
O dado mais estratégico para a nossa militância reside no grupo de eleitores que declaram possibilidade de mudar de voto, segmento em que Lula assumiu a liderança isolada como segunda opção, refletindo um movimento claro da sociedade em direção à proposta de estabilidade, ao passo que a reação contra a instrumentalização da fé recolocou o respeito às crenças e a defesa da democracia no centro do debate.
Por fim, a construção do resultado eleitoral nesta reta final não depende de otimismo ingênuo, mas do trabalho contínuo e concreto, que dialogue com as necessidades imediatas da classe trabalhadora.
É hora de mobilização e diálogo corpo a corpo promovido pelos trabalhadores nas ruas, nas redes e nos espaços coletivos, pois quando a pauta nacional volta a girar em torno da vida real, o projeto popular reafirma a sua força decisiva.
*Tadeu Porto é diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).


















