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Ancelotti cobra evolução do Brasil e dá nota 7,5 à Seleção antes de duelo com a Noruega

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Técnico afirma que equipe cresceu durante a Copa, mas ainda vê margem para melhora nas oitavas

O técnico Carlo Ancelotti afirmou que a Seleção Brasileira ainda não atingiu seu melhor nível na Copa do Mundo. Na véspera do confronto contra a Noruega pelas oitavas de final, que ocorre hoje, neste domingo, às 17h, o treinador avaliou a evolução da equipe, mas deixou claro que espera mais do time.

As declarações foram dadas em entrevista coletiva no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos, e publicadas originalmente pelo Lance!. Questionado sobre a nota que daria ao Brasil até aqui no Mundial, Ancelotti foi direto: a Seleção ainda não passou de 7,5.

“Melhoramos a qualidade com a bola em relação ao primeiro jogo, com o Marrocos, em que fizemos muito mal sem a bola. Agora a equipe está mais acertada, no passe e na frente”, afirmou o treinador.

Ao fazer uma avaliação jogo a jogo, Ancelotti reconheceu a evolução gradual da Seleção, mas sem euforia. “É um dado que pensamos depois do jogo. Foi um 5 contra o Marrocos, um 6,5 contra o Haiti, um 7 contra a Escócia, e porque estávamos felizes, um 7,5 depois do Japão”, disse.

A fala revela o nível de exigência do técnico italiano, que tenta levar o Brasil ao hexacampeonato com uma equipe ainda em construção. Mesmo após a melhora nas últimas partidas, Ancelotti considera que o time precisa crescer em consistência, intensidade e equilíbrio para enfrentar adversários mais fortes na fase eliminatória.

Um dos principais temas da coletiva foi a ausência de Lucas Paquetá e a escolha de seu substituto contra a Noruega. Ancelotti não confirmou a escalação, mas indicou que procura um jogador capaz de cumprir dupla função: defender pelo lado esquerdo e também atuar como extremo.

“A primeira coisa que a gente tem que dizer é (precisamos) jogador que pode defender pelo lado esquerdo, como é o caso do Paquetá, e também um jogador extremo. Quando o time não tem a bola, tem que defender pelo lado esquerdo. Isso acontece com Martinelli e também Danilo”, explicou.

A disputa pela vaga envolve Gabriel Martinelli e Danilo Santos. Pela fala do treinador, Martinelli aparece como opção forte, justamente por reunir velocidade, capacidade de recomposição e presença ofensiva pelo lado do campo.

Ancelotti também falou sobre Raphinha, que se recuperou de lesão sofrida contra o Haiti, em 19 de junho. O atacante ficará no banco de reservas e pode ser utilizado durante a partida.

“O Raphinha está indo muito bem. Ele está disponível para estar no banco para começar a jogar alguns minutos, ser útil em algum momento. Ele está muito bem e muito rápido. Estamos muito felizes com isto, porque o Raphinha é uma jogador muito importante para o time”, afirmou.

O duelo contra a Noruega será um teste decisivo para medir até onde vai a evolução da Seleção Brasileira. Depois de uma primeira fase de crescimento gradual, Ancelotti sabe que, no mata-mata, a margem de erro praticamente desaparece.

Com estrelas ofensivas, retorno de jogadores importantes e ajustes táticos em andamento, o Brasil chega às oitavas com confiança, mas também com a cobrança interna de apresentar um futebol mais próximo do padrão histórico da camisa pentacampeã.

Para Ancelotti, a nota 7,5 ainda é apenas uma etapa. Contra a Noruega, a Seleção terá a chance de mostrar se está pronta para dar o salto que o técnico espera.

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