COM JAQUES WAGNER, PF DESMONTA A TESE QUE SÓ PERSEGUE BOLSONARISTA NO CASO MASTER
Por Leonardo Sakamoto
A Polícia Federal cumpre hoje (18/6) mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, dentro da operação Compliance Zero, que investiga a roubalheira do Banco Master.
Ele é suspeito de ter recebido propina (inclusive um apartamento) e vantagens para ajudar o banco no Senado, o que é, claro, crime. Isso desfaz a narrativa conveniente de que a PF estaria sendo usada como ferramenta de perseguição política contra aliados de Flávio Bolsonaro e a direita em geral.
Até aqui, a lista de enrolados gerava um chororô bolsonarista: Ciro Nogueira, Cláudio Castro, Ibaneis Rocha e outros nomes da direita. Agora, com Wagner no tabuleiro, a tese da PF aparelhada cai por terra. Lula prometeu que não ia botar mordaça na PF, apesar dos pedidos do centrão. Ao que tudo indica, está cumprindo.
O caso expõe uma verdade incômoda que eu repito aqui neste espaço feito papagaio com câimbra há meses: o escândalo do Banco Master tem potencial para virar um Armagedom político. Por isso tanta gente tenta encoleirar a PF ou assar uma pizza com a investigação. O próprio Vorcaro aposta nisso, uma vez que atrasa sua delação premiada esperando um resgate, seja no STF, seja em um hipotético governo Flávio Bolsonaro.
O primogênito do clã não se tornou alvo de investigação após o Intercept Brasil revelar que ele recebeu R$ 61 milhões do banqueiro, em tese, para um filme sobre Jair. Mas a PF investiga se parte da grana bancou Eduardo Bolsonaro nos EUA enquanto ele traía o país, incitando Trump contra o Brasil.
Se há corrupção, lavagem de dinheiro e compra de influência, a investigação precisa ir até o fim, não para alimentar o fascismo antipolítica, mas para salvar a política de si mesma.
Foto: Lula Marques
















