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Lula risca o chão: disputa será entre quem fez e quem destruiu

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Lula risca o chão: disputa será entre quem fez e quem destruiu

Na última cerimônia de inaugurações antes da proibição legal, presidente antecipa o eixo da campanha pela reeleição

O presidente Lula transformou esta sexta-feira, último dia antes do chamado “defeso eleitoral”, que proíbe sua presença em inaugurações até o fim da campanha presidencial, em uma supercerimônia de entregas nas áreas de educação, saúde e habitação.

Lula recordou o cenário de destruição em que se encontrava o país quando assumiu novamente o governo, em 2023, destacou a retomada de investimentos, especialmente naqueles três setores, e antecipou um dos eixos fortes de sua campanha: a comparação entre quem fez e quem destruiu o país.

Diante de um telão no Palácio do Planalto, Lula comandou à distância a abertura de dez novos campi de Institutos Federais, a entrega de 1.619 unidades do Minha Casa Minha Vida, a inauguração de um hospital regional em Pernambuco, de equipamentos de oncologia no Rio de Janeiro e em São Paulo e de dezenas de ambulâncias em diversas regiões do país.

Ele lembrou os cortes de orçamentos no governo passado e o abandono de programas como a Farmácia Popular e o Minha Casa Minha Vida, em contraste com sua retomada e com a criação do Pé de Meia e do Aqui Tem Especialistas, para ficar em poucos exemplos.

“Chegamos na hora da verdade”, disse Lula. “Nessa campanha cada um vai ser medido pelo que fez e pelo que deixou de fazer”.

Ficou claro que a campanha da reeleição não vai se limitar ao destaque dos feitos de Lula no governo. Vai reviver os pesadelos do desgoverno Bolsonaro, como a fila do osso, o desemprego, a destruição de programas sociais e, certamente, as 700 mil mortes na pandemia.

No discurso desta sexta, Lula afirmou que pelo menos metade dessas vidas poderiam ter sido poupadas se o governo anterior não tivesse “negado a vacina e negado a ciência”.

Apontar para o futuro é sempre necessário numa campanha eleitoral; é o que dizem os manuais da política. No caso brasileiro, recordar o pesadelo também é essencial. Para que não se repita.

 

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O Ralho
O Portal O Ralho é composto por um grupo de artistas digitais que utiliza a política como fonte de inspiração. Dado o tamanho da bizarrice a política é humor próprio e porque é, em si, uma coisa engraçada. O humor, ao contrário, é uma coisa muito séria. Provo: a política é toda feita de dribles à imprensa, de desmentidos impossíveis, de promessas jamais cumpridas, de ilusão, enfim, enquanto o humor não engana ninguém: ou é engraçado ou não é, está ali no papel em exibição pública, nu e cru. Seríssimo. Por isso, os políticos em geral são bons humoristas enquanto os humoristas sempre foram péssimos políticos. Então o Ralho traz a visão contestadora, humorística e diária da realidade…

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