MALU, CANTANHÊDE E MONICA: O COLUNISMO ESTÁ MATANDO O JORNALISMO

Por Moisés Mendes
As colunistas Eliane Cantanhêde, pelo Estadão, e Monica Bergamo, pela Folha, entraram na pauta, na tentativa de manter a denúncia viva e dar suporte à colega Malu Gaspar.
A primeira reforçou a história dos telefonemas do ministro, assegurando que foram pelo menos seis, e a segunda disse que Moraes pressionou também a Polícia Federal.
Ambas admitem que as fontes eram do mercado financeiro. De novo, fontes sem nome. A falta de fontes identificáveis não é a questão central, porque sem informantes anônimos não haveria jornalismo investigativo também na França, nos Estados Unidos ou na Finlândia.

O problema é que não ocorreu o que deveria ter acontecido.
Malu disparou o primeiro tiro, na linha de frente da infantaria, e esperou que outras fontes e os colegas dos jornalões viessem atrás com artilharia pesada.
É o que acontece quase sempre nesse tipo de pauta espetacular. Não deu certo. O que temos hoje é a exposição das fraquezas do jornalismo dos colunistas, que transforma o que seria uma notinha de fofoca em manchete.
Porque as redações da grande imprensa mataram os repórteres e prometem matar a reportagem. É a hegemonia do colunismo, não o de opinião, que ajuda na sobrevida do jornalismo, mas o da intriga.
















