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NEYMAR > O técnico italiano Carlo Ancelotti fez duas coisas fundamentais e imprescindíveis para nós brasileiros.

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NEYMAR

Por Attilio de Oliveira

O técnico italiano Carlo Ancelotti fez duas coisas fundamentais e imprescindíveis para nós brasileiros. A primeira foi ter levado Neymar pra Copa. A segunda, talvez a melhor, colocar menino Ney pra jogar na partida de ontem. Para, logo em seguida, levarmos dois gols do gigante viking Haaland e abandonarmos o torneio. Porque as felizes decisões tem peso de um decreto. Daqueles que enterra de vez a crença naquilo nunca deveria se acreditar.

A esperança depositada em Neymar nos últimos 16 anos escancarou nosso pior lado. Frustrados, broxados, amargurados, sem caráter, fúteis, desprezíveis, canalhas e por aí vai. Neymar é um perfeito representante dessa série de adjetivos, que o caracterizam e encontraram ressonância em quem o adulou.

Jamais esqueci de um vaticínio proferido pelo técnico René Simões, quando Neymar surgia no Santos em 2010.

Menino talentoso, goleador, mas que já mostrava o pacote completo. Seu treinador daqueles idos, Dorival Júnior, havia lhe tirado de uma partida qualquer. Utilizando sua prerrogativa de substituir jogador quando assim achasse necessário. A cena que se viu, segundos após e fácil de achar até hoje, foi a de um garoto extremamente estúpido e mal-criado. Saindo de campo aos trotes e gestos, arrotando impropérios e xingamentos na direção de Dorival. Protestando ao que julgava ameaça, já naquela época, ao seu altar inviolável. Terminada a peleja, René Simões, que dirigia o time adversário mas presenciou o espetáculo grotesco, foi aos microfones para se solidarizar com Dorival. E disse algo como – Se alguém não educar esse moleque, não segurar as rédeas, nós vamos criar um monstro.

E criamos. O nosso mais perfeito Frankenstein. Um monstro da cafajestagem, do embuste, do trivial e do desnecessário. Tudo que Neymar prometeu nesses 16 anos ele não entregou. Os títulos não vieram, as poucas glorias foram vãs e a canalhice foi o que de fato ficou.

E toda esse tralha, que deverá rumar para o lixo da história do futebol brasileiro, está enterrada desde ontem. Para nosso próprio bem. Portanto, agradeço de verdade a Carlo Ancelotti. Que, tivesse deixado menino Ney fora da Mundial o ou do jogo decisivo, teria dado combustível aos que teimam em admirar o jogador escroque. Que morreriam abraçados ao ex-atleta com intermináveis argumentos, da ordem de – Ah, mas se tivesse levado Neymar, se tivesse colocado ele no jogo!

Esse trololó caiu por terra após a partida contra a Noruega. De forma definitiva.

Que dias melhores nos aguardem.

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