terça-feira, setembro 8, 2026
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Xeque-Mate

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Por Sergio Alarcon
Mendonça declarou guerra a Moraes ao levantar o sigilo e expor documentos sobre as relações entre Vorcaro e o escritório da esposa do ministro. Relações que, em grande medida, já eram conhecidas publicamente. A novidade foi a dimensão dos elementos revelados e a participação de Moraes na análise da minuta contratual. Algo que em si não é ilegal, mas que, me parece, merece investigação. E se isso merecer investigação, o filho de Nunes Marques também terá que ser investigado, e assim por diante, em efeito dominó.
Acontece que, numa guerrilha institucional, ataques desse tipo geralmente só deixam de ser meramente ritualísticos e passam a ser concretos, frontais e decisivos quando quem os desencadeia acredita ter nas mãos uma bala de prata. Mendonça, porém, crente que é, parece ter acreditado demais no próprio taco, e subestimado o tamanho, o alcance e, sobretudo, o poder de fogo do adversário.
Moraes não surgiu ontem. Foi secretário de Justiça, ministro da Justiça e hoje integra o STF. Como qualquer personagem que percorreu esses centros de poder, acumulou relações, interlocutores e aliados – inclusive nos aparelhos de investigação e segurança do Estado.
E, ato contínuo, começaram a aparecer também as relações de Mendonça e de outros personagens do universo político com Vorcaro.
A estranha jogada de xadrez de Mendonça pode ter produzido um primeiro estrondo. Mas a explosão política de verdade virá depois: quando o caso chegar ao Plenário e as atuais correlações de força forem submetidas à luz pública.
Isso provavelmente deve tirar o sono de Rachadinha e da turma do Dark Horse. A blindagem que Mendonça produziu para proteger o filho do presidiário e toda extrema-direita, pelo jeito, logo desmoronará, graças ao precipitado enxadrista crente.
Há cheiro de xeque-mate no ar…
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O Ralho
O Portal O Ralho é composto por um grupo de artistas digitais que utiliza a política como fonte de inspiração. Dado o tamanho da bizarrice a política é humor próprio e porque é, em si, uma coisa engraçada. O humor, ao contrário, é uma coisa muito séria. Provo: a política é toda feita de dribles à imprensa, de desmentidos impossíveis, de promessas jamais cumpridas, de ilusão, enfim, enquanto o humor não engana ninguém: ou é engraçado ou não é, está ali no papel em exibição pública, nu e cru. Seríssimo. Por isso, os políticos em geral são bons humoristas enquanto os humoristas sempre foram péssimos políticos. Então o Ralho traz a visão contestadora, humorística e diária da realidade…

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