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Lula todos conhecem; Flávio é um armário repleto de esqueletos

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Lula todos conhecem; Flávio é um armário repleto de esqueletos

Reaparição de Fabrício Queiroz e Frederick Wassef em eventos de Flávio Bolsonaro ressalta, aos olhos da elite do País, os riscos embutidos na volta da escória política à área de influência do governo federal

A saída do armário, como fantasmas, do advogado Frederick Wassef e do ex-policial militar Fabrício Queiroz direto para os abraços do candidato Flávio Bolsonaro, do PL, demonstra com precisão um dos riscos que o Brasil corre nestas eleições. Os dois personagens são o tipo de gente que será varrida para dentro da zona de influência do Palácio do Planalto caso o pior venha a acontecer nas urnas em outubro.

Conhecido como ‘anjo’ dentro do esquema político da família Bolsonaro, Wassef é considerado um dos conselheiros mais influentes do ex-presidente em assuntos de enfrentamento judicial. Ele sempre foi visto como mais poderoso, durante a gestão do pai do atual candidato, do que qualquer ministro. Em 2021, defendeu Flávio no caso das ‘rachadinhas’, o modelo de negócio ilegal que extraía parte dos salários de servidores públicos de gabinete em favor dos políticos que os nomearam.

A maior fama de Wassef vem do fato de Queiroz ter sido preso pela PF quando estava escondido em um sítio de propriedade do advogado, em Atibaia. Procurado por seu envolvimento como coordenador do esquema de rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro havia movimentado R$ 1,2 milhão em sua conta corrente de maneira ‘atípica’, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Ele passou 22 dias preso até ser solto após despacho do ministro Luiz Fux, do STF, que suspendeu as investigações diante de pedido formal de Flávio.

No ato esvaziado de Flávio Bolsonaro no último sábado (15) em Copacabana, Queiroz fez questão de aparecer para dar um abraço no amigo de longa data. Wassef, por sua vez, compareceu à convenção do PL que lançou a candidatura bolsonarista. Ele mesmo tentou ser candidato a deputado nas últimas eleições, sem sucesso.

O eventual sucesso de Flávio nas eleições presidenciais aponta para a volta desses fantasmas na zona de influência do governo federal, ou até mesmo dentro da máquina pública. Queiroz já foi apontado como ligado às milícias do Rio de Janeiro, enquanto Wassef, com uma fortuna estimada em R$ 14 milhões, é um homem de grandes negócios.

A elite brasileira tem receio dessa volta. No cotejamento com Lula, essa influente parcela da sociedade já reconhece, nos bastidores de reuniões privadas e eventos públicos, que os riscos de Flávio, uma vez presidente, atuar junto dessa escória é de 100%.

Por outro lado, a avaliação de momento é a de que Lula tem um perfil de segurança, com uma política econômica voltada para o desenvolvimento e uma equipe que pode sair às ruas sem estar sob a perseguição de investigações constrangedoras. Até aqui, a elite está com Lula.

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O Ralho
O Portal O Ralho é composto por um grupo de artistas digitais que utiliza a política como fonte de inspiração. Dado o tamanho da bizarrice a política é humor próprio e porque é, em si, uma coisa engraçada. O humor, ao contrário, é uma coisa muito séria. Provo: a política é toda feita de dribles à imprensa, de desmentidos impossíveis, de promessas jamais cumpridas, de ilusão, enfim, enquanto o humor não engana ninguém: ou é engraçado ou não é, está ali no papel em exibição pública, nu e cru. Seríssimo. Por isso, os políticos em geral são bons humoristas enquanto os humoristas sempre foram péssimos políticos. Então o Ralho traz a visão contestadora, humorística e diária da realidade…

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