Flávio Bolsonaro e a República à venda
Isolado após o recuo de antigos aliados, o senador enfrenta novas cobranças para consolidar sua candidatura presidencial
É impressionante. A cara de pau dessa turma parece não conhecer limites. E, desta vez, a hipocrisia vem embalada numa verdadeira aula de figura de linguagem.
O partido chama-se Republicanos. Só isso já seria motivo para uma boa discussão de semântica. Afinal, trata-se de uma legenda controlada politicamente pela Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo. Ora, um dos fundamentos da República brasileira é justamente o Estado laico, que separa religião e poder político. Na gramática, isso tem nome: oxímoro, ou paradoxo, quando duas ideias incompatíveis aparecem lado a lado. Poucas definições se encaixam tão perfeitamente quanto uma igreja estar no comando de um partido chamado Republicanos.
Mas o enredo consegue ficar ainda mais indigesto.
Marcos Pereira, presidente do partido, advogado e bispo licenciado da Universal, agora faz do apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro uma espécie de leilão político.




















